quarta-feira, 19 de março de 2008

Diário de um estudante de Biblioteconomia(disciplina de Teoria e Prática da Leitura)

Aula dia 14/03/08

A professora Débora Adriano pediu-nos, para a aula do dia 14/03 que falássemos sobre nossa históra de leitura, nosso eu-leitor.
Minha paixão pelos livros e pela leitura começou desde cedo, através de minha irmã, Joyce, 4 anos mais velha do que eu.Era ela quem ensinava-me as lições de casa.Com ela aprendi a gostar de ler.No início, ela lia pra mim;com o tempo comecei a ler sozinho, e desde então, nunca perdi o prazer pela leitura.
Na infância e na adolescência devorava livros, um atrás do outro.Dos livros que li quando criança, duas histórias ficaram mais vivas em minha memória:"O pequeno príncipe", de Exupéry e "O menino do dedo verde", de Maurice Druon.Duas histórias incríveis e cheias de poesia.O pequeno príncipe nos cativa, como cativou a raposa;o menino que transforma em flores tudo o que toca, fazendo que canhões atirem flores e prisões, cinzentas e frias, em lindos jardins.
Certa vez um professor disse-me que entre os livros que lemos durante nossa vida, apenas uns 4 ou 5 nos marcam para sempre;os outros, esquecemos com o tempo.
Entre os inúmeros livros que li até hoje, apenas 2(além dos já citados da infância)são inesquecíveis para mim:"Os miseráveis", de Victor Hugo e Crime e Castigo", de Dostoiévski.
O drama humano e sua superação sempre me fascinaram, mas o poder do amor e do perdão é para mim um tema que supera todos os outros.
Em "Os miseráveis", vemos o drama de um homem, preso e obrigado a trabalhar nas galés, que,depois de livre, busca o perdão da sociedade e de si mesmo.Todos o condenam, mas o amor e o perdão de uma padre o transforma, dando-o uma segunda chance.Já em "Crime e castigo,, depois de cometer um crime brutal, o personagem principal do livro é atormentado pela sua consciência.
Duas histórias diferentes, mas que mostram que uma segunda chance é possível, que o amor trnasforma, que o perdão ressuscita.

Relógios



Estou sempre correndo atrás dele.Não o controlo, ele é quem me controla.Sempre o olhando,se não perco a hora.
Vida pré-determinada.Controle,controle.Hora de dormir, hora de almoçar, hora de estudar, hora de...
E se não existisse, como seria?Como seria?Guiando-nos pelo Sol, pelas estrelas, como muitos já fizeram.
Horas, minutos, segundos que se passam.Escravidão.Escravos do próprio tempo.

Diário de um estudante de Biblioteconomia.(disciplina de Teoria e Prática da Leitura)

Aula dia 11/03/08

Nessa aula, fizemos uma dinâmica simples, mas cheia de significados.Dentre inúmeras revistas, escolhemos uma ilustração que nos remetesse a algo, que tivesse algum significado para nós.Escolhi falar sobre o relógio.(veja "Relógios" em contos e recanto de escrita), por lembrar de algo que percebi há algum tempo:o quanto somos dependentes dele.
Uma das interpretações que tirei da dinâmica foi a questão dos pontos de vista, dos significados que cada um atribui a algo.Uma paisagem, por exemplo, pode ser vista de diversas formas diferentes.Um pôr-do-sol,um olhar...fico feliz que seja assim.Já pensou se todos nós pensássemos iguais, tivéssemos as mesmas opiniões, os mesmos pontos de vista?Como a vida seria chata!

Infãncia

Lembro-me dos meus momentos da infância, das infinitas brincadeiras, dos sorrisos e aventuras, muitas já esquecidas em minha memória.
Uma dessas brincadeiras, marcante para mim foi a escolinha.Com uma pequena lousa simulávamos aulas.Minha irmã era a professora;o Joni(meu irmão), nossos amigos e eu éramos os alunos.As aulinhas eram principalmente de Português.
Um dia estávamos meu irmão, um amigo e eu, brincando com um carrinho grande que meu irmão tinha.Alguém que não me lembro, deu a idéia de algum de nós sentar-se em cima do carrinho enquanto outro empurrava.A cobaia foi eu.O Joni empurrou.Andamos um três metros enquanto eu gritava:"Que gostoso!Que gostoso!"Quando paramos, percebi que havia me machucado na coxa, logo abaixo de uma das nádegas.Comecei a chorar; minha mãe veio correndo, assustada.Levou-me para o posto de saúde, onde fizeram um curativo.Depois de tirado o curativo, ficou uma grande cicatriz, mais escura que o resto da pele, que tenho até hoje.
Minha mãe e a Joyce então caçoaram de mim, dizendo que quando me cassasse, minha mulher, ao ver a cicatriz, perguntaria:"Que foi isso,amor?".
Sorrio ao recordar esses momentos.Bons momentos...Mas renascem a cada vez que nos pomos a lembrá-los, a cada foto esquecida que vemos.

terça-feira, 11 de março de 2008

Crime e castigo: meu livro preferido

"Crime e Castigo (título original Prestuplenie I Nakazanie) é um romance do escritor russo Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski, publicado em 1866. Narra a história de Rodion Românovitch Raskólnikov, um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito.
O livro/novela se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de atingir salvação por sofrimento, sem deixar de comentar algumas questões do socialismo e niilismo."
Certa vez um professor disse-me que entre os livros que lemos durante nossa vida, apenas uns 4 nos marcam.Posso dizer que dois livros foram marcantes para mim: Crime e Castigo, de Dostoiévski e Os Miseráveis, de Victor Hugo.
O poder do perdão e do amor que ressuscita, que transforma, é mostrado de forma magistral nesses livros.Recomendo.

sábado, 8 de março de 2008

Silverchair-Reflections of sound



Ecos de um som

Perante o Sol, nós estamos propensos a nos tornarmos
Ecos de um som.

Eu sei, muita turbulência já foi vivenciada
Minha última gota de esperança não vai durar para sempre
Como uma memória nunca precisa

Nós passeamos presos em pensamentos
Alguns são vagos, alguns cresceram demasiadamente curtos
É a única coisa que eu tive até agora que me mantém sozinho

Perante o Sol, nós estamos propensos a nos tornarmos
Ecos de um som.
Quando ninguém está perto

Pegue carona nas curvas do tempo
Sinta-se tão vazio quando eu me sinto tão bem
Um recomeçar poderia revelar novos horizontes

Eu venho esperando faz muito tempo
Sigamos juntos
Pois você me mantém animado, apesar do Sol decadente que se põe

Já há muito tempo que eu espero
Agora minha cabeça está cheia de pressão
Eu preciso de tempo para reorganizar meus pensamentos
É como um ‘’loop’’ que dura pra sempre

Eu venho esperando faz muito tempo
Sigamos juntos
Pois você me mantém animado, apesar do Sol decadente que se põe

Perante o Sol, nós estamos propensos a nos tornarmos
Ecos de um som.
Quando ninguém...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ana



Ana não queria mais viver
Não queria mais chorar
Não queria mais rir
Nem viver de aparências
E voou no vazio.